Teste à Scott Scale 27.5, por David Rosa

Impressões do David Rosa acerca da Scott Scale 27.5

 

Hoje vou-vos fazer uma apresentação/teste à minha bike de treino para esta época, a Scott Scale 710. Basicamente pegou-se no material do ano passado e juntou-se o quadro Scott Scale 710 que é na minha opinião dos mais bonitos da gama da Scott. Tenho a sorte de ter uma máquina de sonho não só para competir como também para treinar!

 

 

Mas antes de avançar mais, penso que seja importante referir a importância/função/vantagens de uma bike de treino. Sendo o BTT uma modalidade que infelizmente, por muito cuidado que se tenha, proporciona um desgaste à bicicleta bem maior que o ciclismo de estrada é uma boa opção, quando possível, ter uma bike de treino para poupar a máquina de competição. Tendo em conta que todos nós gostamos de usar em competição o material mais leve e evoluído e portanto mais caro, ao treinarmos constantemente com a bicicleta de competição vamos desgastar componentes que devem ser poupados (começando nas rodas, passando pela suspensão e terminando claro na transmissão) pois com toda a lama, pó, areia e impactos que apanhamos nos trilhos, por muito bom que seja o material, é uma questão de tempo até se começar a desgastar e depois estamos a mudar a meio da época peças caríssimas.

Assim, deixo alguns pontos que julgo serem ser essenciais para aqueles que possam pensar em ter com uma bike de treino. Devemos ter preferencialmente as duas bikes o mais parecidas possível em termos de geometria e comportamento, ficando os materiais utilizados para 2º plano. Os 3 pontos de contacto entre o ciclista e a bicicleta (selim, punhos e pedais) devem ser iguais ou parecidos. Quanto ao selim, no meu caso é igual pois é o do ano passado, mas na bike de estrada em vez de ser um SLR é um SLS pois conta com um desenho igual ao SLR e é mais barato. Os pedais neste caso são XTR pela mesma razão, mas podiam muito bem ser uns Shimano 515 pois o encaixe é muito parecido se não igual.

Entrando no capítulo do comportamento a posição de pedalada tem necessariamente de ser igual por razões que penso serem óbvias (atenção à medida do crank). A suspensão, se possível, deve ser da mesma marca pois há diferenças não só em comportamento como de afinação e até de altura da mesma (alterando assim a posição de condução). Claro que estou a ir ao pormenor, mas estou a referir aquilo que é o “ideal”. Quanto aos componentes (guiador, avanço e espigão de selim) devem apenas ter as mesmas medidas/ângulos. A transmissão, sendo um ponto de desgaste, deve ter material para isso mesmo… para desgastar e sem olhar a pesos, tal como todos os outros pontos que falei.  

Quanto à minha bike, já a testei em condições mais duras e foi 5 estrelas, não diferenciando em nada, excepto no peso claro, para a bike de competição. Essa diferença de peso é feita sobretudo nas rodas (não são as tubulares de carbono), pneus (tubeless ready, 2.25, com bastante líquido anti-furo), bolsa de selim e sensores de potência/cadência, porque na prática é uma bicicleta topo de gama. Refiro uma vez mais que o material com que está montada é quase todo topo de gama pois é material do ano transacto, Shimano XTR. A rigidez do quadro surpreendeu-me muito, tendo em conta que não é o carbono topo de gama da Scott, mas o comportamento, rigidez e conforto do quadro estão todos lá, além de ter uma decoração quanto a mim das melhores. Os pneus Michelin Wild Race R' 2.25 Tubeless Ready, cedidos pelo SCVouga têm uma borracha muito, muito boa e apesar de terem uma medida bastante larga e um desenho para pisos rápidos e secos surpreenderam-me pela positiva com a lama presente nos trilhos. Recebi também uns Hutchinson Cobra 2.25 Hardskin mas que para o tempo que tem estado não são a melhor opção, pois é mesmo específico para piso seco.

O grupo Shimano XTR é o do ano passado (excepto a cassete que está nas rodas de competição) e continua a funcionar sem falhas e com a fiabilidade reconhecida por todos. Os pratos da pedaleira ainda são os mesmos desde Maio, quando foi montada.

O que gosto mais nesta bike, para além de não notar diferenças de encaixe/comportamento para a de competição, é de saber que posso fazer um treino longo, longe de casa sem me preocupar com a fiabilidade da mesma. A bike pesa 10.240 kg com o material listado abaixo. A isto acresce uma bolsa de selim com o básico: câmara-de-ar, 2 desmontadores BBB, CO2 BBB e multiusos BBB. Tenho realmente a sorte de ter uma máquina de sonho para treinar (e competir se necessário) que nada deve às topo de gama das rivais.
 

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